Para além da Medicina: docentes da FPP conciliam a profissão com arte, esporte e aventura

Três professores do curso de Medicina compartilham suas histórias e contam como a profissão se relaciona com seus hobbies favoritos.

Para além da Medicina: docentes da FPP conciliam a profissão com arte, esporte e aventura

Já parou para pensar o que os professores da Faculdades Pequeno Príncipe (FPP) fazem quando não estão na sala de aula, no hospital ou no consultório? No curso de Medicina, as respostas surpreendem: mergulho, dança e triatlo estão entre as paixões que também fazem parte da vida de alguns deles.

É o caso dos professores Adriana Brandão, Mariana Demétrio Pontes e Vitor Costa Palazzo. Seja nos palcos, nas pistas ou no fundo do mar, seus hobbies recebem a mesma dedicação que eles entregam à Medicina. 

Convidamos os três para compartilharem suas histórias. Os docentes revelam como essas experiências extracurriculares atravessam a profissão e contribuem para desenvolver habilidades essenciais para ensinar e cuidar de pessoas. 

 

O balé veio antes do jaleco

Além de hobby, o balé foi a primeira ocupação profissional da docente (Foto: Acervo Pessoal)

Antes de se tornar médica, a professora Mariana Demétrio Pontes já era bailarina. A dança surgiu na sua vida aos quatro anos de idade.

“Meus pais viram que eu gostava, eu tinha umas primas que dançavam também, então foi algo natural. Era a minha atividade física e a minha brincadeira de criança”, conta.

A paixão pelo balé era tão grande que ele se tornou a primeira opção de carreira da atual médica e docente da FPP. Quando chegou ao 3º ano do ensino médio, foi o pai da Mariana que a inscreveu no Vestibular de Medicina. Ela fez o processo seletivo no mesmo dia em que se apresentou em um espetáculo de dança. 

“Eu era uma boa aluna na escola, mas nunca foquei em ser aprovada em Medicina. Quando passei, meu pai disse: a minha parte está feita. Agora você escolhe se quer viver de balé ou ser médica. Como eu não tinha o biotipo ideal para ser bailarina profissional, escolhi a Medicina”, revela. 

Mesmo assim, Mariana nunca abandonou o balé. Continuou dançando, se apresentando e, por um período, foi professora de balé. “Foi meu primeiro emprego de carteira assinada. Eu cheguei a dar aula de balé por seis anos. Depois, no internato e na residência, eu precisei diminuir porque as duas coisas exigiam muito de mim e eu não sei fazer as coisas pela metade, afirma. 

Hoje, a ortopedista leva a dança como hobby e válvula de escape. “O desempenho não é mais o mesmo, o corpo não responde da mesma forma, mas é o meu hobby, é parte de mim. Na rotina eu até vou na academia, no spinning, mas quando eu quero fazer algo com mais sentido – que não seja feito só por ser uma atividade física – eu procuro o balé. É por amor”. 

 

Disciplina e disposição para três esportes (ou até mais) 

Tirolesa e rapel estão entre os esportes que o médico já se aventurou (Foto: FPP)

Para falar sobre o seu hobby, o professor Vitor Costa Palazzo voltou ao passado. Mais precisamente em 1979, na cidade de Phoenix, nos Estados Unidos. Foi lá que o pediatra fez a sua residência em Terapia Intensiva e conheceu um novo esporte: a trilha. 

A nova atividade começou com um simples objetivo: ter uma ocupação para além da rotina dentro do hospital na capital do Arizona. “Eu resolvi fazer o que o pessoal da região fazia. Nos finais de tarde e nos fins de semana, eles iam fazer trilha em um lugar que na época se chamava Squaw Peak. E lá é um deserto, o exercício era caminhar até o pico das rochas e voltar”, comenta.

Rapidamente, o médico se acostumou com as paisagens e com o exercício. “Lembro que no início, eu demorava 45 minutos para chegar lá em cima. No final, eu já fazia o trajeto todo em 17 minutos. Foi quando eu comecei a dar minhas corridinhas”, compartilha. 

Inconscientemente, as trilhas foram o pontapé inicial para três modalidades esportivas que o acompanhariam pelas próximas décadas: a corrida, o ciclismo e a natação. Quando retornou ao Brasil, Vitor começou a correr e um esporte levou ao outro. 

“Logo depois que eu casei, comecei a correr na garagem do prédio, depois na rua, e fui correndo 5km, 10km, meia maratona e maratona. Depois eu comprei uma bicicleta e comecei a nadar também, me tornei um triatleta”, enfatiza.

Próximo de completar 50 anos como pediatra no Hospital Pequeno Príncipe, o doutor relembra a rotina que seguiu religiosamente por anos. “Toda manhã, às 5h, eu nadava 4.000 metros. Às 7h30, chegava ao hospital, cumpria minhas obrigações e à tarde atendia no consultório. No fim do dia, então, eu ia correr ou pedalar. Nos finais de semana também, quando não tinha plantão”.

Como triatleta, o professor colecionou troféus, medalhas e histórias. No início dos anos 2000, ele precisou interromper todas as atividades esportivas após passar por uma cirurgia na coluna. Felizmente, há cinco anos ele retornou à prática da modalidade que sempre foi a sua preferida: a corrida. “Eu parei por 18 anos. Há mais ou menos cinco, eu voltei a caminhar com a minha esposa, a dar uma corridinha, apesar dela não gostar. Voltei aos poucos, e atualmente corro até meia maratona”, relata. 

Aos 74 anos, o pediatra continua participando de competições e conquistando cada vez mais medalhas. “Faz bem para a saúde. É uma necessidade, todos devem fazer algum esporte, não importa a profissão”, aconselha.

 

Um esporte que se tornou tradição familiar 

Adriana pratica duas modalidades de mergulho: em apneia e o scuba (Foto: Acervo Pessoal)

As águas sempre estiveram presentes na vida da professora Adriana Brandão. Filha de pescador, ela viveu boa parte da infância ouvindo histórias sobre o mar. “Passávamos os verões na praia escutando histórias de pesca e mergulho, brincando com máscaras e pés de pato. O mundo do mergulho me fascinava e isso ficou na minha memória”, conta.

Inspirada pelas aulas de natação e pelas revistas da National Geographic, ela foi atrás do seu primeiro curso de mergulho scuba em 1992. Nessa modalidade, o mergulhador respira debaixo d’água através de um cilindro de ar comprimido.

“Fiz esse curso junto com o meu namorado, hoje marido. Essa experiência me abriu um universo totalmente diferente, parecia que o mundo tinha ficado 2/3 maior. Era difícil contar o que nós tínhamos visto lá”, conta. 

Da urgência em explicar o que só outros mergulhadores poderiam ver, surgiu outro hobby que Adriana pratica até hoje: a fotografia subaquática. “Começou com uma câmera de 2 megapixels, restrita a um filme de 36 fotos”, relembra. 

Na foto, Adriana mergulhando junto com o marido e os filhos (Foto: Acervo Pessoal)

A proximidade com o esporte levou a cirurgiã vascular a outros lugares. Um tempo depois, conheceu Carolina Schrappe, campeã brasileira de apneia, modalidade em que o mergulhador submerge sem o uso de equipamentos, apenas com a capacidade pulmonar. “Ela me convidou para fazer um curso e não é que fui naturalmente bem? Me empolguei e comecei a participar das competições, conquistando alguns recordes nacionais nas modalidades de piscina”, destaca.

Mesmo com a docência e a Medicina, Adriana não deixa de praticar o esporte que cativou ela, o marido e, inclusive, os três filhos. “Nado regularmente quatro vezes na semana para treino e, quando possível, viajo para praticar a apneia de profundidade. A família inteira mergulha, então nossas férias quase sempre incluem mergulho de alguma forma”.

Ao longo dos anos, a fotografia não se perdeu e também não ficou restrita ao mundo aquático. “Minha paixão mesmo é a fotografia de vida selvagem, seja ela fora ou dentro d’água. Hoje se faço alguma viagem de mergulho é difícil, diria até impossível, estar sem equipamento. Se o mergulho não é possível, embarcamos – às vezes meu marido e eu, às vezes toda a família – em expedições fotográficas pelo Brasil e mundo”, compartilha Adriana.

Para ela, as aventuras dentro e fora d’água são uma forma de ver a vida com mais leveza. “Precisamos separar o tempo para cada coisa, claro, mas também é necessário não perder tempo. Ninguém precisa do tempo perfeito, câmera perfeita ou preparo físico perfeito para começar. Precisamos ter vontade de viver e realizar sonhos”, recomenda.

E o que a Medicina tem a ver com isso?

Essas atividades podem até parecer distantes da rotina médica. Para os docentes, no entanto, elas são experiências que trouxeram grandes aprendizados profissionais.

Foi no balé que a Mariana aprendeu especialmente sobre disciplina, pontualidade, respeito à hierarquia e a importância do trabalho em equipe. “Também aprendi a lidar com as frustrações, a reconhecer meus limites físicos e mentais. Não tenho dúvidas de que tudo o que eu aprendi no balé influenciou minha formação profissional, porque me moldou como pessoa”, ressalta.

No caso da professora Adriana, o mergulho trouxe não só equilíbrio, mas também foco e presença — habilidades que ela também utiliza na prática cirúrgica.

“Os dois tipos de mergulho exigem foco e concentração, mas a apneia, especificamente, demanda muito da parte mental além da física. É necessário se concentrar em cada passo do mergulho, focar no seu objetivo e deixar todo meio externo de lado. Se algo não for como o planejado, é preciso resolver em pouco tempo e tomar uma decisão, assim como nas cirurgias”, explica.

Já para o professor Vitor, o esporte sempre foi uma forma de aliviar a rotina exigente da profissão.A rotina do médico é estressante, tem horários irregulares. Mas quando você corre, alivia a pressão, você aprecia a paisagem.. Faz muito bem! É claro que o médico sempre vai colocar em primeiro lugar aquilo que se propôs a fazer como trabalho, que é cuidar do outro. Mas a gente não pode esquecer de cuidar de si mesmo”, incentiva.  

 

 


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