Em celebração ao Dia Nacional das Mudanças Climáticas e ao Dia Internacional das Florestas, a Faculdades Pequeno Príncipe (FPP) elaborou a carta coletiva “Um chamado pelo clima”. O documento, produzido de março a maio de 2026, amplia o debate interno da relação entre clima, saúde e formação profissional.
Construída com a participação de estudantes, docentes e técnicos administrativos de diferentes áreas da instituição, a iniciativa busca fortalecer a educação climática e estimular reflexões sobre o papel dos profissionais da saúde diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Para a Gestora Ambiental, Mirelle Soares, o olhar coletivo foi um dos principais diferenciais do documento:
“Ter a visão de diferentes grupos da instituição como docentes, estudantes e técnicos administrativos simboliza a escuta e o engajamento da comunidade acadêmica em torno desse tema que é tão urgente e transversal”, destaca.
A elaboração da carta teve início com a coleta de percepções, experiências e sugestões realizada por meio de um formulário. As contribuições foram analisadas e organizadas, permitindo identificar temas recorrentes e construir um panorama sobre como a instituição pode atuar diante da emergência climática.
O documento reforça que as mudanças climáticas já produzem impactos diretos na saúde pública, como o aumento de doenças respiratórias, a expansão de enfermidades transmitidas por vetores, além de consequências relacionadas à saúde mental e à segurança alimentar. Nesse contexto, os profissionais da saúde têm papel estratégico não apenas no cuidado, mas também na prevenção, educação e comunicação com a sociedade.

Dados apresentados na carta “Um chamado pelo Clima” da percepção do público sobre as mudanças climáticas
Educação climática e próximos passos
Além de promover a conscientização, a carta aponta caminhos para fortalecer a educação climática na FPP, envolvendo ensino, pesquisa, extensão e práticas institucionais. Entre as possibilidades, está ampliar discussões sobre o tema em atividades acadêmicas, incentivar projetos e fortalecer ações relacionadas à sustentabilidade e à conservação da biodiversidade.
“Promover discussões sobre esses temas é extremamente relevante, mas é igualmente importante que elas se traduzam em ações práticas, capazes de gerar transformações concretas dentro e fora da instituição”, ressalta Mirelle.
A iniciativa busca gerar impactos tanto na formação como na atuação dos diferentes públicos da instituição. Para os estudantes, o documento tem como objetivo reforçar a importância de compreender a relação entre clima e saúde desde a graduação, preparando os futuros profissionais para reconhecer os impactos e atuar de forma preventiva e integrada.
Para os docentes, a carta representa um incentivo à incorporação dessas discussões nas práticas pedagógicas, ampliando o olhar sobre como as questões ambientais se relacionam com diferentes áreas da saúde. Já para os técnicos administrativos e demais colaboradores, a proposta contribui para a conscientização sobre a responsabilidade coletiva, além de estimular práticas mais sustentáveis no cotidiano institucional.
Acesse a carta “Um chamado pelo clima” clicando aqui.


















