CBCL: uma metodologia de ensino baseada em colaboração e participação

CBCL: uma metodologia de ensino baseada em colaboração e participação
Conheça o “Case-Based Collaborative Learning”, uma das metodologias ativas utilizada pela Faculdades Pequeno Príncipe.

 

 

O Case-Based Collaborative Learning (CBCL), ou Aprendizagem Baseada em Casos, é uma metodologia ativa de ensino que combina estudo prévio, discussão em pequenos grupos e análise colaborativa de casos clínicos.

Utilizado pela Faculdades Pequeno Príncipe (FPP) na formação em saúde, o método busca tornar o estudante mais ativo e participativo no próprio processo de aprendizagem.

A metodologia CBCL reúne características do Team-Based Learning (TBL) e do Problem-Based Learning (PBL), além de utilizar casos clínicos como ponto de partida para a construção do conhecimento.          

 

 

 

O que é o CBCL?

O Case-Based Collaborative Learning (CBCL) é uma metodologia ativa baseada na aprendizagem colaborativa e na discussão de casos. A proposta é fazer com que o estudante tenha contato prévio com o conteúdo e, posteriormente, utilize esse conhecimento para analisar situações e construir respostas de forma individual e coletiva.

Na prática, o método é organizado em diferentes etapas, que começam antes mesmo da aula.

 

1. Estudo prévio e autoavaliação

A primeira etapa do CBCL acontece antes do encontro em sala de aula. O estudante recebe um material teórico para estudar individualmente e, posteriormente, realiza uma autoavaliação por meio de questões de múltipla escolha.

“O aluno recebe um material teórico e, primeiro, estuda sozinho em casa. Depois, ele vai fazer uma autoavaliação através de perguntas de múltipla escolha”, explica a professora Rosiane Guetter Mello, diretora de Pesquisa e Pós-Graduação da FPP. 

Essa preparação permite que o estudante chegue à sala de aula já familiarizado com os conceitos que serão trabalhados durante a atividade.

 

2. Discussão de casos clínicos em pequenos grupos

Na segunda etapa, o conhecimento estudado previamente é aplicado à análise de um caso clínico apresentado pelo professor.

Os estudantes são organizados em pequenos grupos e respondem individualmente a perguntas abertas elaboradas pelo docente. Em seguida, discutem suas respostas e analisam o caso de maneira colaborativa.

Esse momento é importante para que os alunos possam apresentar diferentes pontos de vista, argumentar e construir coletivamente uma compreensão sobre o problema apresentado.

 

3. Compartilhamento e discussão com a turma

Depois da discussão nos pequenos grupos, os estudantes compartilham suas conclusões com o grande grupo. A ideia é que eles consigam entrar em consenso sobre as melhores práticas e soluções para o caso apresentado. 

O professor conduz essa etapa fazendo novos questionamentos e aprofundando os conhecimentos relacionados ao caso clínico.

Eles compartilham os seus achados com o grande grupo e o professor vai avançando no conhecimento, colocando outros questionamentos acerca daquele caso clínico”, complementa Rosiane.

Assim, o docente atua como mediador do processo de aprendizagem, estimulando a participação dos estudantes e aprofundando os conteúdos a partir das discussões realizadas. 

 

Qual é a diferença entre CBCL e PBL?

O Problem-Based Learning (PBL), ou Aprendizagem Baseada em Problemas, também é uma metodologia ativa bastante utilizada na educação em saúde. No entanto, existem diferenças na forma como as duas metodologias organizam o processo de aprendizagem.

Em estudos iniciais realizados na Harvard Medical School, pesquisadores compararam o CBCL e o PBL para analisar seus efeitos no processo de ensino-aprendizagem. Os resultados indicaram que as duas metodologias trazem benefícios para o aprendizado. O CBCL, no entanto, apresentou maior participação e colaboração acadêmica no contexto analisado.

Outra diferença está relacionada à organização das turmas. O PBL tradicionalmente trabalha com grupos menores, chamados de tutorias, enquanto o CBCL permite a interação em pequenos grupos, sem abrir mão do momento de discussão geral com a turma.

 

CBCL e TBL: qual é a relação?

O CBCL também apresenta características do Team-Based Learning (TBL). Assim como no TBL, o estudante realiza uma preparação prévia e participa de atividades que estimulam a colaboração e a discussão entre os colegas.

Ao mesmo tempo, o CBCL incorpora a análise de casos clínicos e elementos do PBL, criando uma dinâmica própria de aprendizagem colaborativa.

Por isso, a metodologia pode ser utilizada em diferentes contextos de formação na área da saúde.

 

O CBCL pode ser utilizado em turmas grandes?

Uma das características do CBCL é a possibilidade de trabalhar com turmas maiores sem abrir mão da interação em pequenos grupos.

Segundo Rosiane, enquanto o PBL é desenvolvido a partir de grupos menores, o CBCL pode ser aplicado em turmas com 40 ou 50 estudantes, organizando momentos de discussão em pequenos grupos e, posteriormente, de compartilhamento com toda a turma.

“Diferente do PBL, que é uma metodologia que trabalha apenas com pequenos grupos, o CBCL pode ser aplicado em turmas com 40, 50 alunos. Porém, ambas são metodologias úteis para o ensino na área da saúde, tanto para a graduação quanto para outros níveis como especializações e residências, explica a diretora de Pesquisa e Pós-Graduação.

 

Onde o CBCL pode ser utilizado?

Especialmente na educação em saúde, o CBCL pode ser utilizado em diferentes etapas e níveis da formação profissional.

A metodologia faz parte da trajetória de inovação pedagógica da Faculdades Pequeno Príncipe e vem sendo utilizada na formação de estudantes de graduação, de especialização e de residência.

A combinação entre estudo individual, discussão em pequenos grupos, análise de casos e construção coletiva do conhecimento coloca o estudante no centro do processo de aprendizagem.

 

CBCL: inovação pedagógica e participação ativa

Ao combinar elementos do TBL, do PBL e da aprendizagem baseada em casos, o Case-Based Collaborative Learning propõe uma dinâmica em que o estudante não apenas recebe informações, mas participa ativamente da construção do conhecimento.

O método vem sendo aplicado e pesquisado como uma alternativa para ampliar as estratégias de ensino na área da saúde e formar profissionais mais preparados, críticos e reflexivos. 

Na Faculdades Pequeno Príncipe, a aplicação do CBCL na formação profissional também tem sido acompanhada pela produção científica sobre a metodologia, fortalecendo a atuação da instituição no desenvolvimento e na pesquisa de novas estratégias para o ensino em saúde.

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