Os desafios em transformar ciência em melhores condições de saúde para crianças e adolescentes. Essa foi a discussão central do Summit Pequeno Príncipe — Biotecnologia e Inovação em Saúde da Criança e do Adolescente, realizado entre os dias 5 e 7 de outubro, pelo Complexo Pequeno Príncipe, em Curitiba.
A programação reuniu pesquisadores, profissionais, estudantes e representantes do ecossistema de inovação para discutir desde os novos desafios da pediatria até inteligência artificial, telemedicina, saúde reprodutiva e captação de recursos para projetos inovadores.
O evento iniciou na segunda-feira (5) com a Feira de Inovação em Saúde. Realizada pela manhã na FPP e à tarde no HPP, a atividade trouxe projetos, ideias e soluções que mostram a inovação na prática.
No segundo dia, representantes do Complexo Pequeno Príncipe reforçaram a ciência como instrumento de transformação social. Entre eles, a diretora-geral da Faculdades Pequeno Príncipe, Patricia Forte Rauli, defendeu uma ciência orientada pela ética e pelo propósito.
“Fazer ciência com consciência é um eixo norteador e está no nosso DNA. Precisamos avançar na construção do conhecimento para promover mais saúde e justiça social para nossas crianças”, ressaltou.
A integração entre pesquisa, formação e cuidado também esteve presente nas falas da diretora de Pesquisa e Pós-Graduação da FPP, Rosiane Guetter Mello, e da vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Aplicada à Saúde da Criança e do Adolescente, Daniele Maria Ferreira.
“A ciência só cumpre seu papel quando ela chega à criança e ao adolescente do outro lado. Não basta construir conhecimento. É preciso transformá-lo em cuidado”, sintetizou Rosiane.
Com palestrantes nacionais e internacionais, o evento discutiu diferentes áreas da ciência, da investigação dos mecanismos da dor relacionada ao câncer à busca por novas alternativas de tratamento para a toxoplasmose. A programação também abordou os efeitos das exposições ambientais sobre a saúde, o potencial da inteligência artificial para acelerar descobertas e a necessidade de ampliar os investimentos em pesquisas voltadas especificamente às crianças e aos adolescentes.
No encerramento, o Summit teve espaço para reconhecer os trabalhos científicos apresentados durante o encontro. Estudantes da graduação, mestrado e doutorado da Faculdades Pequeno Príncipe participaram das atividades, que também envolveram apresentação de pôsteres, projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à inovação da pré-incubadora da FPP.


















