Neste semestre, a Faculdades Pequeno Príncipe (FPP) ampliou a estrutura dos laboratórios do curso de Farmácia. Com investimento de R$52,9 mil, foram comprados equipamentos voltados ao eixo tecnológico da graduação, entre eles um compressor de comprimidos, um viscosímetro Brookfield, dois condutivímetros de bancada, um fotômetro de chama e um dinamizador Denise. Além das novas aquisições, a estrutura laboratorial foi ampliada com mais dois phmetros de bancada e quatro densímetros para pós.
Os equipamentos serão utilizados em aulas práticas de disciplinas como farmacotécnica, tecnologia de medicamentos, farmacotécnica homeopática e controle de qualidade, proporcionando novas experiências aos estudantes e os aproximando dos processos industriais.
Segundo a coordenadora do curso, professora Graziele Franco Mancarz, os novos recursos representam um avanço na formação dos futuros farmacêuticos.
“Ter estes equipamentos disponíveis na graduação significa reduzir a distância entre a universidade e a realidade do mercado de trabalho. No nosso curso de Farmácia, o estudante não apenas lê sobre a teoria: ele opera, na prática, as mesmas tecnologias utilizadas pelas grandes indústrias farmacêuticas, de cosméticos e pelas farmácias de manipulação de ponta”, afirma.
Equipamentos já estão em uso

Alunos do 3º período fizeram o primeiro teste do compressor de comprimidos (Foto: FPP)
Os novos recursos já começaram a ser incorporados à rotina acadêmica. Na última semana, estudantes do 3º período estrearam o compressor de comprimidos, uma máquina projetada para comprimir pós ou granulados, garantindo a padronização e a qualidade do remédio. A atividade foi realizada durante uma aula de preparo de pós farmacêuticos, ministrada pela professora Neiva Cristina Lubi.
De acordo com a docente, a produção inicia com a escolha do fármaco e da dosagem. “Depois, você escolhe os excipientes, que são substâncias que não tem atividade farmacológica. Eles são utilizados para dar o formato e ajudar na dissolução do comprimido. Por fim, você faz a mistura por uma diluição geométrica”, detalha Neiva.
O processo em sala de aula é similar ao da indústria farmacêutica. Após a etapa de produção, os alunos se concentram no controle de qualidade. “Assim como na indústria, a gente vai fazendo os ajustes necessários, avaliando a dureza e a dissolução do comprimido”, complementa a docente.
A estudante Gabrielle Cercal foi uma das primeiras a experimentar o novo equipamento. “É uma experiência realmente fora do comum, porque normalmente a gente só escuta falar como é feito o processo. Agora colocamos a mão na massa”, relata.
Além do compressor, os outros equipamentos também permitem que os estudantes aprendam sobre o funcionamento da indústria farmacêutica.
“O viscosímetro de Brookfield é o padrão ouro global na indústria para controle de qualidade e desenvolvimento de cosméticos, cremes e xaropes, garantindo a estabilidade e a textura perfeitas que o consumidor exige. Já o condutivímetro de bancada é um equipamento utilizado para medir a condutividade elétrica de líquidos. Na farmácia, sua principal função é verificar a pureza da água utilizada na produção de medicamentos e cosméticos”, explica a professora Grazielle.
Também conhecido como braço mecânico, o dinamizador Denise é um equipamento essencial em farmácias de manipulação homeopática. “Ele reproduz os movimentos do braço humano com precisão, constância e sem fadiga, conectando o aluno à precisão e padronização exigidas na farmácia homeopática, por exemplo”, destaca a coordenadora.
Já o fotômetro de chama é utilizado para quantificar os metais alcalinos em uma amostra. “É um equipamento de análise química utilizado na indústria e manipulação farmacêutica para o controle de qualidade. Por exemplo, para quantificar princípios ativos que possuem metais em sua estrutura, como é o caso de medicamentos à base de carbonato de lítio”, finaliza a docente.


















